
Falar sobre o meu pai, não é contar apenas uma história, é contar muitas e transmitir tudo aquilo que se aprendeu, apreendeu e sentiu, com cada uma das histórias contadas. Porque os caminhos valem por aquilo que vê-mos, sentimos e aprendemos.
Nunca gostei de decorar dias, sitios, pessoas ou lugares.
Mas tudo aquilo que sinto, seja vulgar ou não, se alguma reação provocou em mim, para sempre fica anotado, numa memória espectacular recheada de recordações.
E se há coisa que sei e sinto é toda a vida e maneira de estar e de viver do meu pai, mesmo quando eu ainda cá não estava. O apreender sentindo, aquilo que por nós não foi vivido.

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