
E pela luta deste amor, onde nunca espadas foram necessárias, apenas coragem, determinação e amor, a doce princesa Margarida seguiu o seu cavaleiro, de armas e bagagens, para a menina dos olhos dele, Lourenço Marques em Moçambique.
Como princesa que é, teve direito a despedida grandiosa em Lisboa, seguindo o conselho que o principe encantado Manuel lhe havia dado: "Despede-te e não voltes a olhar para trás". E assim foi. A chegada a Lourenço Marques foi o equilibrio com a partida de Lisboa. Formou-se uma comitiva de amigas e amigos do principe encantado para dar as boas vindas entusiásticas à menina dos olhos do Manuel, a menina que lhe aqueceu o coração.
E assim foi, bem recebida e com novos amigos, com o mano Luís e sua família, e principalmente com o seu principe charmant, começou a encaixar-se na sua nova e vibrante vida, tropeçando em caranguejos gigantes com um riso divertido do Josefa (o mordomo) de fundo.
A sua estadia em Moçambique foi curta, proporcionalmente ao tempo que o seu principe já lá havia estado. Com as movimentações da revolução de Abril o clima ameaçava tornar-se quente e o principe Manuel, para protecção das suas princesas (sim, eu já vinha a caminho) achou por melhor que viessem para Lisboa.
No verão de 1974 (hemisfério Norte) a princesa Margarida (comigo na barriguinha) e os seus sobrinhos Bebas, Kiki e Minguim vieram morar para a casa de Lisboa dos meus avós maternos, provisoriamente até encontrarem uma nova solução.
O principe Manuel ficou por Moçambique a ver como a situação evoluía, a tentar salvaguardar as empresas que geria e para ver se conseguia salvar os bens que possuía.
Mas em Outubro...

1 comentário:
Para todos nós acabou o paraíso!
Óh doces recordações...
Enviar um comentário